sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Quando a realidade e a ficção se encontram...


Não sei se foi a TPM, as oito horas escrevendo sobre tecnologia, e-commerce e marketing digital, que de repente deu vontade de escrever sobre algo mais ameno, mais leve, com mais vida, ou se foi só a vontade gigante de fazer algo diferente na vida, de empreender, de encontrar um novo rumo. Foi assim que eu decidi que vou escrever um livro. 

Escrever. É tudo o que eu sei fazer. Ou não.

Uma vontade assim tão grande que me transborda. Simples, assim. Como se fosse uma vontade de comer chocolate, tomar banho de cachoeira ou ir a um festival de Jazz em New Orleans.

Não é que a minha vida seja triste ou ruim, pelo contrário, estou vivendo uma das melhores fazes da minha. Sabe aquela que você vai morar sozinha e sai em busca do tapete perfeito que entre em total harmonia com o seu lindo sofá preto que a loja vai demorar 45 dias úteis para entregar? Então...Eu também gosto muito do meu trabalho, afinal, lá eu escrevo, e muito.

Minha família é linda, do tipo que todo cidadão de bem merece ter, tenho os pais mais open mind da face da terra, sobrinhos fofos e inteligentes, amigos presentes na medida certa, uma irmã que também é melhor amiga e uma história de vida cheia de pequenas e delíciosas surpresas. Não, não tenho um namorado alto, forte, bonito, tipo galã de cinema. Na verdade eu nem tenho namorado. O amor tem passado longe da minha porta últimamente, mas um dia eu ainda quero marido, filhos, cachorro, geladeira com desenhos em folha de papel, casa com jardim e cerca branca. Eu sei, são só 25 anos, mas são bem vividos. Garanto.

Ai eu cheguei no prédio e no momento em que esperava chegar no 14º andar, que por um instante pareceu uma eternidade, lembrei que moro no Brasil, país onde apenas 50% da população é leitora e esse número diminui a cada ano. Ok, tudo bem. Ainda assim escreverei o livro.

Ah é, o livro. Eu não sei exatamente porque eu decidi escrever, mas tenho a convicção de que vou fazer. Já vi tantos livros ruins serem publicados, e eu tenho uma boa história para contar. Juro que tenho! Mas a história é minha e eu a escrevo como eu quiser. Tenho licença para isso.
Não, não vou contar sobre o que vai ser. Nem para você e nem para a minha mãe.

Ah, eu escrevi amenidades? É, talvez nem tanto...